
Não, não é magia "barata" as in rasca, mas sim magia que não te pesa no bolso. Continua a ler.
Pensemos assim:
O que é que aconteceria normalmente quando uma banda musicalmente genial grava um dvd igualmente genial e bastante limitado em número de exemplares?
A resposta é: Há uma correria incrível visto que todos querem uma cópia e quando os exemplares acabam, acabam até que a editora se lembre de lançar uma nova edição 10 anos depois. Um número pequeno de pessoas fica feliz e o resto do mundo não.
Neste caso em particular, isto não aconteceu. Leiam a história toda aqui se quiserem.
Resume-se a isto: Os Beirut são uma banda musicalmente genial liderada por Zach Condon e fazem música como mais ninguém faz. Podia dar-vos a minha opinião, mas esta é daquelas bandas que realmente merece que cada um avalie por si.
Eles lançaram um dvd muito limitado, que não é só música, mas também arte, intitulado de "Cheap Magic Inside", e que esgotou muito rapidamente, ao ponto de 3 anos depois pouca gente sequer falar dele, dada a exclusividade.
O que é que foi feito? O imprevisível e mais lógico no ponto de vista mais utópico do verdadeiro amante de música: o dvd foi partilhado na internet. Integralmente. De graça.
Não me vou alongar em detalhes sobre isto, porque o dvd fala por si. O que lá se vê, meus amigos, é magia.
Vejam-no online, no Vimeo, aqui: clica aqui
Ou então façam download por torrent aqui:clica aqui
O torrent inclui o dvd em diversos formatos diferentes, daí o tamanho. Escolham o que quiserem mesmo através do vosso programa de torrents.
Espero que eu vos tenha feito um bocado mais felizes, como a Catarina me fez quando me mostrou isto.
Jan 11, 2011
Magia barata dentro deste post.
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Pedro Figueiredo
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Jan 5, 2011
O meu take na pirataria.

ACAPOR propõe-se "entupir os tribunais" contra a pirataria
Notícia em http://bit.ly/i9oGRE
Cara ACAPOR:
Vamos analisar os seguintes dois casos:
1) Mãe mata os 4 filhos porque o leite estava frio.
2) Adolescente fez download do mamma mia da internet.
Será que há quem não tenha a decência e sanidade mental de considerar que o primeiro caso é de uma gravidade tremenda e que o segundo nem "caso" é? A questão que se apresenta aqui é a seguinte: muito provavelmente, o primeiro caso vai ficar pendente, arrastar-se por anos e pode até vir a prescrever, saindo a "mãe" em liberdade. Em parte por causa de casos de merda como o segundo "caso".
Meus senhores da ACAPOR: os clubes de vídeo estão condenados ao fracasso. Deal with it. Qualquer pessoa com meo ou equivalente aluga os filmes que quiser, mais baratos e sem ter que levantar o cú do sofá, sendo este facto imperativo nos dias que correm. Qualquer pessoa com computador, não podendo "sacar músicas" prefere comprar música no iTunes a ir compra-la a uma loja de discos. Não adianta, vocês defendem um modelo de negócio morto.
Podem por favor parar de usar o cliché de sempre e justificar os vossos problemas com a pirataria? Podem parar de ser egoístas e pensar que há merdas mais importantes do que a vossa mesquinhez? Podem por favor preocupar-se em adaptar-se aos tempos que correm? Ou dá muito trabalho? Dá não dá? Caguem nisso. Também dá sair de casa para ir alugar um filme.
Vocês sim, estão a cometer um crime. Estão a insultar todos aqueles que procuram justiça a sério, e que por vezes não a conseguem alcançar no tempo de uma vida.
Xau, ACAPOR. Ganhem juízo.
O problema é que as coisas chegaram ao ponto ridículo de toda a gente querer justificar os problemas na indústria com a pirataria. A próxima vez que virem algum artista a dizer que passa fome porque as pessoas não compram os seus cds, chamem-lhe vendido, deixem-no morrer à fome e pensem nisto:
Eu já comprei muitos CD na minha vida. Continuo a comprar os que valem a pena, porque quero ajudar a banda a fazer a música que me faz feliz. Seja os System of a Down que me dão energia nos tempos maus ou a Kelly Key, que faz música mediocre mas pelo menos mostra as mamas na playboy.
Mas a partir do momento em que pago 10 euros por um CD e muitas das vezes nem um décimo disso vai para quem realmente fez a música, digo-vos muito sinceramente: não vale a pena. Prefiro sacar o CD do Pirate Bay e enviar uma nota de 10 pelo correio para a banda.
Deixem de alimentar as sanguessugas que se colam aos talentos e lhes roubam o que merecem. Hoje em dia, a melhor música tem origem indie. Porque será?
Fico à espera do dia em que as coisas voltem a fazer sentido nestes assuntos.
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Pedro Figueiredo
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Jan 4, 2011
Mais um ano e mais uns devaneios.
Uma das minhas resoluções de ano novo é claramente voltar a escrever. Ou seria, se eu tivesse sequer feito resoluções de ano novo.
Essa vontade depara-se com um número interminável de questões e obstáculos.
Eu não deixei de escrever porque simplesmente deixei de escrever. Conhecendo-me eu mesmo, sei que isso seria uma justificação mais que plausível, mas não é de facto aceitável num ponto de vista de clarificação da verdade.
Terminou há poucos dias um ano longo. Este "longo" não vem certamente da voluptuosidade peniana do ano, mas sim no conjunto de todas as actividades que fiz durante esse período de tempo e que me limitaram noutras actividades.
Ao analisar esse conjunto de actividades, deparo-me com a seguinte conclusão: este ano não fiz um caralho. E isso deu-me trabalho!
Isto na proporção de ter deixado de fazer outras coisas que serviam de cano de escape (Ia usar o termo tubo, mas a palavra "cano" dá mais uma sensação de esgoto. não concordas?) para todos os meus devaneios e diarreias mentais. Dada a minha condição mental, este tipo de coisas são precisas de vez em quando.
Ainda dou bastante uso ao twitter, sítio que serve como meu moleskine virtual para guardar pensamentos.
Há quem não comprenda o uso que lhe dou e julga-o como um despejo de vida desnecessário. A questão é: o meu twitter faz um pouco parte de mim, nos dias que correm. Tem o pequeno inconveniente de estar a ficar entulhado (entulho, soa bem, não soa?) de gente que convive comigo. Qual é o problema disso, perguntas tu e eu respondo-te. A questão é: essas pessoas vão interpretar o que eu escrevo baseado no conhecimento que tem da minha pessoa, e transportar isso para a vida real. Nem sempre o que eu escrevo no twitter ou aqui serve como espelho do tipo de pensamentos que tenho normalmente, e nem sempre as coisas que eu escrevo lá são para ser lidas por pessoas que convivem comigo.
Muito resumidamente, o meu twitter é um bloco de notas de pensamentos que guardo e que me responde de volta quase sempre. Giro, não é? Tem o inconveniente dos 140 caracteres.
E é para isso, complementar de uma forma mais extensa o twitter , que serve este blog. Aqui posso dar uso à minha capacidade de debitar merda sem limite de caracteres. Agrada-te? Ainda bem que sim ou que não.
Não fiques à espera do próximo post. Ele pode nunca aparecer aqui. Mas também pode aparecer daqui a 5 minutos. Muahahaha
Baby, I'm back.
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Pedro Figueiredo
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Jun 13, 2010
Preciso de dinheiro.
Título sugestivo, não é?
Vivo a actualidade com o presente pensamento sempre em mente: Tenho um dom incrível na área específica de "Foder dinheiro". Fosse essa uma área profissional e era sem dúvida uma vocação que não hesitaria em seguir.
Antes de mais, um pequeno background check:
Na minha família nunca faltou comida na mesa, e acima de tudo, fruto do trabalho dos meus pais, nunca faltou nada que a nossa mente fizesse fazer falta. Não vou explicar esta frase.
Quando era pequeno, sempre tive uma certa inconsciente capacidade para lidar com dinheiro. Talvez influenciado pelas bandas desenhadas que lia na altura (e que na actualidade relembro), onde um certo pato mergulhava em moedas, sempre gostei de juntar, empilhar, contar e brincar com moedas e notas.
Pois, mas isso era na altura que se tinha poucas horas de aulas por dia perto de casa, uma conta de multiplicar ou dividir para trabalho de casa e episódios de doraemon para ocupar o resto do tempo. Hoje, pouco é o tempo que se passa em casa e pouco é o dinheiro que sobra para meter no mealheiro .
Monetariamente, a minha família nunca funcionou à base do "toma X euros para este mês, e nada mais". Desde que me lembro, a política sempre foi "Precisas? Toma", tendo subentendido, entranhado que o que era preciso nunca seria demasiado. De certa forma faz-me lembrar as políticas que muitos Internet Service Providers aplicam nos limites de tráfego que atribuem aos seus clientes: Supostamente tem-se um tráfego ilimitado, mas eles reservam o direito de fechar a torneira se gastarmos demasiado.
Caso eu recebesse um certo montante por mês, controlaria as minhas contas de forma a que sobrasse sempre algum. Sendo assim, a minha moralidade já me começa a fazer comichão.
Porquê?
É tudo uma questão de devolver aquilo que gasto. Não em termos monetários mas em termos gerais.
Os meus pais sempre me deram tudo que quero, mas sempre fui o filho que lhes dava aquilo que eles precisavam. Sempre fui demasiado bem educado, sempre fui demasiado bom aluno, e sempre passei tempo em casa suficiente para eles sentirem a minha presença. Mas de há uns anos atrás para cá, evolução natural das coisas, isso deixou de acontecer.
Qual é a origem desde texto de merda todo?
É óbvio. Chegou o verão.
Num ano normal, como os anteriores, simplesmente dormiria na minha cama menos de 3 semanas até Setembro.Este verão tenho planos para o equivalente, mas... e o orçamento?! Pois, o orçamento excede os 500 euros a fazer as contas por baixo. A minha moralidade diz que as cadeiras que fiz este ano não são equivalentes a um gasto de mais de 500 euros no verão, ou seja, temos um problema. E o que é que há este verão, para foderes tanto dinheiro, Pedro?!
A) S. João, Vila do Conde e Porto
B) Sumol Summer Fest, Ericeira
C) S. Pedro, Póvoa do Varzim
D) Optimus Alive, Oeiras
E) Sudoeste, Zambujeira do Mar.
F) Acampamento com os GP.
Querem ajudar-me?
Façam um donativo para a conta 0012324223... Buh, óbvio que não.
a) Por favor, não me convidem para festas, saídas ou outros concertos, porque já me conhecem e sabem que eu vou. Ajudem-me a equilibrar as contas! :) O meu karma está equilibrado para este alinhamento, não quero mesmo adicionar mais anda.
b) Gostam do que eu escrevo? Então cliquem nas publicidades do blog. Eventualmente esse mealheiro vai encher com algo que se veja.
Faço votos para que o vosso ano académico tenha sido produtivo ao ponto de este verão poderem fazer o que querem sem objecções de consciência.
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Pedro Figueiredo
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May 18, 2010
Há coisas incríveis.
Breves momentos de quente sol, numa explanada nos domínios do meu, nosso território natural, rodeados de rosas e outras profundas manchas de cores variadas.
Pai e mãe juntos a acompanhar tanto na bebida como no aperitivo, a servir de consequência da frase "Anda beber uma cerveja com os teus pais", frase essa que fruto da idade, minha, não deles, passou a existir.
Cada um com o seu tipo de cerveja preferido. Eu, o mais novo e face à força do gosto habituado, a beber a mais pequena super bock. Tentaram-me desencaminhar para outros sabores, mas fiel às minhas tradições soltei um "Não curto cá essas merdas".
Algumas horas antes, bastantes até, embora tenham passado rapidamente fruto do cérebro adormecido, o gesto era o mesmo. Mudava a companhia e o ambiente circundante, embora comparadamente com qualidade equivalente.
Mudava-se o espírito. Num, o espírito familiar. No outro, o espírito académico. Ambos em excelência.
Cervejas à parte, presente está sempre a música no pensamento, em todos os momentos e circunstâncias. E hoje, o ponto alto foi a redescoberta de um vídeo, também ele, capaz de preencher uma pessoa. Vejam, e sejam preenchidos por um exemplo de música, da pouca que se faz actualmente.
Há.
São as minhas coisas incríveis.
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Pedro Figueiredo
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May 17, 2010
Jigsaw Falling into Place.
Sabes qual é aquele sentimento de estagnação cerebral?
Aquele estado em que dás por ti a dar razão aos milhares de relatos que ouviste de pessoas que já passaram por isto, sendo isto contra a tua natureza, porque obviamente gostas de contrariar? Aquele estado mental em que tudo que fazes relacionado com a produtividade que oficialmente deves ter te sai directo pelo cano de escape sem passar pela transmissão?
Estou nesse estado. Dou por mim a não saber quantas faltas posso ainda dar a determinada cadeira para não reprovar. Dou por mim a ir a certas aulas e a não saber que rabiscos são aqueles escritos no quadro. O normal, portanto.
Mas acima de tudo, dou por mim a questionar que vida é esta, em que é mais facil uma pessoa se divertir do que fazer algo realmente produtivo. No entanto, a resposta não tarda a aparecer. Foi-nos cravada no ser por tanto ano de convivência com pais, família ou simplesmente com o zé da esquina, que acha que deve fornecer o rumo que nunca conseguiu seguir aos outros.
Penso no assunto "Gap Year".
Será que ter parado um ano ia fazer com que a vontade de estudar o que interessa fosse maior? Não me parece. Fico feliz por ver que este é o melhor gap year que podia ter: O ano de adaptação a um novo ambiente, o ano de filtragem das pessoas que vão e não vão ter importância no nosso futuro, o ano em que o que normalmente é obrigatoriamente secundário passa para primeiro plano. Mais feliz fico por saber que para o ano, tudo vai voltar a cá estar. As cadeiras não fogem, os momentos especiais sim. E esses, damn, foram todos vividos. Foram, e serão.
Para o ano vai ser diferente, para bem e mal.
Bem-vindos à vida académica.
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Pedro Figueiredo
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May 14, 2010
Enxurrada
Pensa no que és. E agora sim vou começar a escrever.
O que já foi outrora um espaço de imenso teor cultural e elevado nível de requinte tem andado nos últimos meses a cheirar a mofo de tão pouca atenção minha que teve ao longo dos meses. É o verdadeiro Sá da Bandeira cá do blogger, mas com melhores camarins.
A questão mais relevante que se apresenta neste momento é a do arejamento cá do sítio. Como já há três anos que não me dou bem com janelas, resta-me utilizar o muito tradicional método da enxurrada verbal. Não conhecias o método? Não deves conviver comigo.
Este é o momento para isso.
É quando materializo o que penso, uma abstracção daquilo que vivi, porque eu sou aquilo que vivi, com este tempo todo acumulado. Só divagar sobre isso já dava pano para demasiadas mangas do que aquelas que são precisas.
O que se faz com o excesso de tecido, aquele que está mesmo a mais? Corta-se e deita-se fora. Diz-se mal ao fabricante para ele da próxima vez fazer algo diferente. Ganha-se um contacto agradecido ou alguém a nos odiar.
Este blog tem já mais de um ano. Não teve um ano de dedicação em cima, porque num ano muita coisa acontece.
Num ano muita coisa muda. Num ano de faculdade mudam muito mais. Às vezes até antes disso, bastando um “colocado” numa segunda (ou sexta) quadrícula para sermos possuídos pelo demo (ou para nos revelarmos). Uma pessoa apercebe-se desse facto ao fim de uma fase, olhando para trás. É impressionante como tanta coisa mudou, e outras ficaram tão iguais.
Há pessoas que conseguem permanecer estáticas, imovíveis, o que eram. Evoluem como tem que evoluir, mas mantem-se sempre o que eram. Amadureceram em fases anormais e à sua estupidez inerente ficaram fieis adeptos, e isso revela-se quando é preciso. Devia ser um modo de vida, uma religião. São essas as pessoas que compõe uma existência grandiosa sem pedir muito em troca. São os reais.
Reais esses que por muito tempo que passe não deixam de se assumir como pessoas que não precisam de estar presentes todos os dias para estarem presentes todos os dias. E é sobre essas pessoas que se deve dedicar a nossa balança de Karma.
Numa altura que há quem avalie o número de amigos a sério que possui pela quantidade de vezes que alguém diz “és o maior” em público, não deixo de ficar contente por verificar que nós somos aquilo que nos rodeia, e aquilo que nos rodeia escolhemos nós. Há quem não perceba, há quem concorde, há quem discorde. Mas o importante a reter é que cada um sabe aquilo que tem. Ninguém mais.
Ainda assim, muito devo a aqueles que sem fazerem parte directa nas vivências habituais, as vão preenchendo um pouco de cada vez . São aqueles que sem serem muito próximos conseguem iluminar as partes mais escuras de uma existência. Essas pessoas tem que ter em mente que uma pérola começa como um grão de areia.
Águas paradas não movem moinhos. Venham as enxurradas.
(Já sabes o que és? Então diz-me.)
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Pedro Figueiredo
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Jan 10, 2010
Hoy.
Tengo marcado en el pecho
todos los días que el tiempo
no me dejó estar aquí
Tengo una fe que madura
que va conmigo y me cura
desde que te conocí
Tengo una huella perdida
entre tu sombra y la mía
que no me deja mentir
Soy una moneda en la fuente,
tú mi deseo pendiente,
mis ganas de revivir
Tengo una mañana constante
y una acuarela esperando
verte pintado de azul
Tengo tu amor y tu suerte,
y un caminito empinado.
Tengo el mar del otro lado,
tú eres mi norte y mi sur
Hoy voy a verte de nuevo,
voy a envolverme en tu ropa.
Susúrrame en tu silencio
cuando me veas llegar
Hoy voy a verte de nuevo,
voy a alegrar tu tristeza.
Vamos a hacer una fiesta
pa' que este amor crezca más
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Pedro Figueiredo
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Nov 3, 2009
Overture
You stole my overture
Trapped in God's program
Oh I can't escape
who are we?
where are we?
when are we?
why are we?
who are we?
where are we?
why, why, why?
I can't forgive you
and I can't forget
who are we?
where are we?
when are we?
why are we in here?
who are we?
where are we?
when are we?
why are we in here?
Exogenesys, Overture.
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Pedro Figueiredo
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Sep 29, 2009
Porque é que as mulheres vão juntas à casa de banho?
Há mistérios que simplesmente não devemos tentar decifrar.
Desde os primórdios da convivência entre os dois sexos, os membros do masculino se tem intrigado em relação aos mais variados comportamentos do sexo oposto.
Das mais variadas atitudes e acções que deixaram os ditos homens com cara de "What a fuck?", a que mais frequentemente é notada é a da grande aglomeração de seres do mesmo sexo no mesmo local, as casas de banho.
Todos os homens já se intrigaram em relação a este assunto. Muitos homens já fizeram questões em relação a este assunto. Como nunca foi obtida nenhuma resposta satisfatória, reservo pessoalmente o direito de explicar este assunto sob o olhar masculino.
Vamos ao que interessa: Porquê que as mulheres vão todas juntas à casa de banho?
A explicação é simples. Desde o início da adolescência, onde as personalidades começam a emergir, houve necessidade de aplicar hierarquias. E que melhor forma de se avaliar o grau de maturidade de uma eventual chefe de grupo do que através de um dos seus únicos indicadores de avanço de desenvolvimento, o número de pelos púbicos?
Assim, as casas de banho iniciam o seu significado ritual na vida de todas as mulheres que a frequentam. Tornaram-se desde tenra idade de quem as frequenta o local de eleição para a aplicação da hierarquia do pintelho.
Depois, ao longo do tempo, a mulher vai formando a sua personalidade. Sabendo que é normal nas mulheres falarem mal umas das outras mais frequentemente do que os seus seres semelhantes do outro sexo, a ida à casa de banho em conjunto torna-se uma questão de alívio social, onde são descarregadas seguramente todas as opiniões sobre os vestidos, sapatos ou namorado de qualquer outra eventual mulher, sem que esta ouça. Está explicado, neste grupo etário, o motivo das aglomerações: se duas mulheres vão à casa de banho juntas, uma terceira tem que ir para evitar que estas falem mal dela.
Quando a muher envelhece e se torna idosa, a casa de banho é o ponto alto da recreação. Vão, normalmente, para a casa de banho pessoas deste grau etário pois é o único sítio onde se podem, passe a expressão, mijar a rir em segurança.
O sexo feminino é, sem sombra para dúvidas, constituído por seres de elevada complexidade psicológica. No entanto, para o politicamente correcto estar presente, devo referir com sinceridade que esse facto torna a vida um pouco mais completa. Mesmo que seja só para nos por completamente à nora.
(Texto escrito no âmbito da praxe de CI, da FLUP. Tem o objectivo de ser estúpido tal como é)
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Pedro Figueiredo
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Sep 26, 2009
Aug 24, 2009
A nossa maravilhosa infância
Ruka diz: 22:24
pah... gostava de saber como conheci o micas e o pc... mas nao me lembro. xD
sei q quando tinha 6 anos +/- caçava gatos com o pc na laranjeira do sitio. xD
e montavamos o gatilho no campo das vacas. xD
do micas nao me lembro mt bem... sei q era bue gordo xD
e q quando ja eramos maiorzitos montavamos os dois a lua cheia e durante a semana os chavalos estragavam o nosso trabalho todo... kakakakaka
o carlos conhecia o ha mt tempo e a opiniao era q ele era um coco, toto e atadinho. xD kakaka
mas no dia 7 de abril de 2006 convideio para uma festa de aniversario suspresa, q nao era surpresa e sem aniversariante (q era a renata xD), xD , onde o micas nao pode comparecer e o pc nao tava ca, e onde comprovei q o carlos nao era coco (mas sim um guna, xD), nao era toto (mas um grande maluco, xD) nem atadinho (mas sim um mocado de primeira, xD). resumindo... e um puto rebelde.. kakakaka
o carlos apareceu e foi ai q me comecei a dar melhor com ele... essa noite foi uma novidade, xD , grande moca, xD
e a partir da i começamos a dar nos melhor... e a ser mais marados... xD
o sitio era a sede... xD
tavamos sempre la a fazer merda... xD
agora a sede e a dispensa do pc
e tamos sempre la a comer
kakakakakakakakakakakaka
agora tamos uns... HOMES... xD kakaka
ja nao fazemos as msm brincadeiras... as mocas sao diferentes... xD
agora em vez de caçarmos gatos atiramo los ao ar
em vez de qerermos montar o gatilho no campo das vacas qeremos montar gajas mas se for preciso pode ser no campo das vacas
kaaaaaaaaaaaaaaaaakakakakakakakakakak
agora nao organizamos festas de aniversario... nem nada... fazemos as coisas a pressao e quando nos apetece... e temos mais tendencia para ir a tascas e nao a festas de aniversario... xD
agora tamos na idade da parvalheira... por isso e q somos assim parvos... xD... mas somos mais quando tamos tds juntos... xD kakakak
mas tb temos momentos intelectuais... tipo quando decidimos o meio de transporte q vamos utilizar:
o pc vai andar de camiao de campanha eleitoral
o carlos vai andar de fiat punto GT
eu vou andar numa cisterna de agua choca
e o micas se continuar assim anda a pe...
kaaaaaaaaaaaakaakakakakaka
nao levamos a vida a serio
se calhar e por isso q nos damos tao bem...
nnc nos zangamos... nnc ficamos fdds uns com os outros
mas ja tivemos momentos de afliçao... xD
mas a sorte teve sempre do nosso lado
e tivemos a sorte de conhecer tougues... xD
principal exportador de pipocas de todo o mundo... xD
e tb conhecemos os iogurtes da mae do carlos
e a minha garagem
e a eira do micas
e a dispensa do pc
e o sotao do pc
e o melao de mindelo paradise
e a francelina
temos como profissao comer, montar a cavalo, fazer praia, skimming... e depois temos uns part-time
kakaakaka
a golega e a nossa vida... trabalhamos todo o ano para ir para a golega... principalmente nos part-times... xD
somos MARIALVAS:
cavalos
toiros
mulheres
vinho
fado
o micas tem um suvaco unico
o carlos tem dupla personalidade... as vezes ta normal outras vezes ta gravido
o pc tem uns flash's de vez em quando e bate mal
eu... nao me vou criticar negativamente a mim... xD
somos fanaticos pela coudelaria ORTIGAO COSTA
adoramos ouvir o QUIM e o empregado no nogueira... e tudo q seja bebados
pah... havia mt mais para dizer... mas eu ja nao posso mais de me rir... xD
bem...
somos uma familia unida...
grandes mestres de eqitaçao... xD
so qeremos farra e qlqr coisa q nos divirta
eu ca pra mim nao ha... ai nao
maior prazer q o selim e a mulher
redeas na mao, sorrir, amar, trotar, esqecer
e digam la se isto e a descer
a nossa vida nao tinha nada a ver se nao fossemos a SEITA ORDINARIA JUNIOR (nome inventado pelo manel ze :p)
amu vos loucamente... meus anjos
xD
kakaka
viva o marialvismo
viva a festa brava
viva a estupidez
viva a parvoice
e principalmente
viva a amizade destes caralhos
e um grande abraço para o meu amigo e distinto cidadao nortenho: Biana... mas Biana... cum B
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Pedro Figueiredo
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Aug 19, 2009
Jul 25, 2009
Bienvenidos a Tijuana.
Tijuana é o local que entre amigos consideramos o nosso local de sonho. O sítio onde entre todos nós somos nós.
Nada de Algarves, Palmas, Vegas nem Miamis. Tijuana é o local.
Devo referir que Tijuana não representa a cidade de Tijuana, no México.
É, metaforicamente falando, a adaptação do conceito de Tijuana que nos é incutido pelo Manu Chao (Tequila, Sexo, Marijuana) à nossa maneira de ser.
Se durante o ano por motivos profissionais somos privados de Tijuana, o nosso jardim do Éden, nesta quente época de Verão dá-se luz a todos os planos que a nossa mente fabricou enquanto transbordava de trabalho.
Hoje ela não transborda de trabalho. Hoje ela deixa fluir com naturalidade tudo que seja importante para nós mesmos tendo em conta a época que estamos: a mente cria os conceitos que o corpo vai tornar realidade.
Estamos quase a chegar a Tijuana, o comboio está em andamento.
Um dia cá estarei para isso partilhar.
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Pedro Figueiredo
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Jun 17, 2009
And we may never meet again
I will raise you from your sleep
I will kiss you in four places
As I go runnin' down your street
I will squeeze the life right out of you
I will make you laugh, and make you cry
And we may never forget it
As I make you call my name as you shout it to the blue, summer sky
And we may never meet again
So shed your skin lets get started
And you will throw your arms around me
And you will throw your arms around me
I will come to you at nightime
I will climb into your bed
I will kiss you in 195 places
As I go swim around in your head
I will squeeze the life right out of you
I will make you laugh, I'll make you cry
And we may never forget it
As I make you call my name as you shout it to the blue, summer sky
And we may never meet again
So shed your skin lets get started
And you will throw your arms around me
And you will throw your arms around me
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Jun 14, 2009
(...)
Um post tão simples, que quase podia ser um twit.
Esta primavera está-me a fazer mal. Por causa dos exames, sinto um certo desespero a florescer nas minhas entranhas e isso está-me a deitar-me a baixo. Está a fechar-me.
Passem. Simplesmente deixem-me viver as férias que mereço.
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Jun 11, 2009
Legen - Wait for it
Todos os blogs passam por fases.
Uma das fases mais engraçadas é a fase do desinteresse, onde o blogger em questão faz posts ocasionais sem grande conteúdo específico, onde pede desculpa pela ausência e onde promete que a partir desse momento isso não voltará a acontecer.
Não é o que se passa com este blog.
Não escrevo porque simplesmente não tenho nada para dizer.
Não sei explicar o porquê de não ter nada para dizer, já que faz parte da minha personalidade ter sempre que dizer qualquer coisa, mesmo que não deva.
Talvez seja o facto de estar de férias, mas não estar de férias.
Sim, isto existe. Estou de férias, mas tenho que preparar os exames de final de ano, que me vão levar ou não a uma universidade para o ano.
Quem me conhece sabe (e fode-me a cabeça por isso, e quando bazam eu fodo-me a mim próprio) sabe muito sinceramente que eu não estou a preparar exames da mesma maneira que um aluno aplicado como supostamente eu devia ser prepara.
Tenho passado parte dos meus dias em explicações, onde absorvo matéria que eventualmente vou despejar num exame, e outra parte a anhar pelos cantos, a recuperar não sei bem de quê.
Não consigo alcançar neste momento o espírito festeiro que é habitual, porque embora tenha tempo livre tenho também presente na mente que algo de transcendente tem que acontecer nos exames. É neste momento que vocês começam a rezar para que a Fosfoglutina B-2 faça milagres por mim.
Ando numa fase de homem quase feito, plenamente incompatível com escrever num sítio que tresanda a molho de rojão.
Deixem os exames passar, deixem...
Aí sim vai ser o concretizar dos planos de quase um ano. E aí sim, vai ser algo épico.
Something legen - Wait gor it, it is coming.
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Jun 6, 2009
Imagine.
Imagine there's no heaven,
It's easy if you try,
No hell below us,
Above us only sky.
Imagine all the people
Living for today. A Ha
Imagine there's no countries,
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too.
Imagine all the people
Living life in peace. Yu Huh
You may say I'm a dreamer,
But I'm not the only one,
I hope someday you'll join us
And the world will be one.
Imagine no possessions,
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A brotherhood of man.
Imagine all the people
Sharing all the world. Yu Huh
You may say I'm a dreamer,
But I'm not the only one,
I hope someday you'll join us
And the world will live as one.
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May 22, 2009
Embrulha, Manela
Já era altura de alguém dizer umas verdades em directo.
Confesso que nunca na vida pensei que fosse cara-a-cara, tava à espera de algo como o Sócrates fez.
Mas não, fiquei surpeendido com o modo directo com que Marinho Pinto enviou a Moura Guedes para casa com um pouco menos de auto-confiança.
Vou ignorar todo o eventual passado vergonhoso que o homem possa ter (perspectiva meramente hipotética, mas mais vale julgar pelo seguro) e dizer que este homem é um verdadeiro senhor.
Uma imagem que obtive pelo twitter que resume o acontecimento:
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May 8, 2009
Tenho medo.
Não, não tenho um gang atras de mim por causa de ter mandado um piropo a uma rapariga brolha com namorado corno.
Quis aproveitar que estou com uma quantidade razoável de álcool no sangue por causa dos brindes à saúde, aos aniversários, ao dinheiro, ao sucesso, à roupa, às mulheres e ao piaçaba da casa de banho, que fiz em mais um aniversário, para escrever mais um dos meus textos de elevada complexidade e rigor morfossintáctico, whatever that means.
O que me atormenta é simples e cabe numa linha, mas só porque me quero armar em corno vou escrever em duas:
tenho medo.
da comunicação social.
É triste ver que tanta gente é influenciada pelo que vê na televisão (eu também sou, muito provavelmente este texto soa a uma crónica de um humorista qualquer), ao ponto de nem pensar que *eventualmente* os factos são distorcidos de forma a, brolho falando, fazer render o peixe.
Sim, porque cada mês tem que ter um tema que faça as reformadas colarem-se ao ecran à espera dos especiais no meio das tardes da Júlia, esse expoente máximo de cultura nacional
Acredito piedosamente que tenham morrido mais pessoas por causa de picadas de aranha (ou até de uma simples gripe) do que com a gripe A (gripe suína era demasiado ofensivo para quem estava por ela contagiada), mas não há capas de jornais nem aberturas de noticiários com isso.
Esta semana passei pela biblioteca Rocha Peixoto na PVZ (porque depois de Lloret dizer Póvoa de Varzim deixou de fazer sentido) e vi putos em matilha a, imaginem, saltar bancos.
Não, não é um gang a assaltar bancos.
É, sim, um grupo de putos a saltar (!) bancos. Qual voleibol qual quê, aquilo sim é que era uma prova de aptidão física. Poucos adultos conseguem saltar bancos de 25cm de altura.
Enfim, pode ser que um dia eu pregue e alguem me ouça e eu possa cantar verdadeiramente o trecho modificado da música dos Plain White TS:
"Do it again, and again, until eventually it changes the way it has always been."
Arrotado por
Pedro Figueiredo
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